Arquivo do mês: junho 2012

Produção de alimentos em áreas desérticas tem o apoio de Ban Ki-moon

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, participou hoje (22), no pavilhão do Catar, no Parque dos Atletas, do lançamento da Global Dry Land Alliance, um programa de intercâmbio de tecnologias para preservação e produção de alimentos em regiões desérticas.

Ban Ki-moon apoiou a iniciativa, avaliando que esse é um importante caminho para superar a fome no mundo. Segundo ele, entre as metas que se pode almejar após a conferência, a mais essencial é que 100% das pessoas tenham acesso à comida e que se consiga acabar com o desperdício de alimentos.

A diretora executiva do Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas, Ertharin Cousin, chamou a atenção para os números da fome nas áreas secas, onde há cerca de 2 bilhões de pessoas, demandando combate urgente a essa situação.

“O Brasil tem um papel importante nesta discussão. Embora vocês tenham boas condições de agricultura há, aqui, técnicas de ponta e experiência em espaços como a Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuárias, que podem ser repassados a outros países do mundo, em especial à África lusófona, pela aproximação promovida pela língua”, declarou o representante da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), Parviz Koohafkan.

O ex-primeiro ministro da Espanha, José Luis Zapatero, chamou a atenção para o papel das tecnologias de ponta na geração de riqueza, mesmo em um mundo em crise. Segundo ele, graças a investimentos na área, a Espanha tornou-se líder, na Europa, em produção de energia limpa e em processos de reutilização de água, como a dessalinização. Zapatero disse que os espanhóis conseguiram, com isso, tornar suas áreas desérticas e semidesérticas em detentoras da agricultura mais competitiva do país.

Agência Brasil

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Brasileiro consome cinco quilos de agrotóxicos por ano, mostra estudo divulgado na Cúpula dos Povos

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

A venda de agrotóxicos no Brasil em 2010 teve um aumento de 190% em comparação a 2009. Isso significa que cada brasileiro consome cerca de cinco quilos de venenos agrícolas por ano. Os dados fazem parte de um estudo da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), baseado em informações disponibilizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O estudo foi apresentado hoje (16) na Cúpula dos Povos pela médica sanitarista Lia Giraldo da Silva Augusto, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Ela credita o aumento na venda dos agrotóxicos ao bom momento do mercado agrícola, puxado principalmente por uma forte demanda chinesa. O produto que mais recebe venenos é a soja transgênica, que precisa do glifosato para produzir, em um tipo de “venda casada”, explicou a pesquisadora.

“Este ano a Abrasco decidiu construir um dossiê sobre o tema do agrotóxico e os impactos na saúde e no meio ambiente. O trabalho marca os 40 anos de Estocolmo [primeira conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente], os 20 anos da Eco92 e os 50 anos do lançamento do livro Primavera Silenciosa, de Rachel Carson.”

Segundo a médica, o uso de agrotóxicos no Brasil faz parte do modelo produtivo adotado na agricultura nacional. “Este modelo da agroindústria é todo sustentado no pacote da revolução verde, que é baseada em uma agricultura químico-dependente. O agrotóxico é parte desse modelo. Por causa disso, desde 2008 o Brasil ocupa o primeiro lugar no consumo de agrotóxicos, segundo dados levantados pela Abrasco na Anvisa.”

Os dados podem ser acessados na página da Abrasco.

Fonte. Agência Brasil

ALIMENTOS FUNCIONAIS

ALIMENTOS COM ALEGAÇÕES DE PROPRIEDADES FUNCIONAIS OU SIMPLESMENTE: ALIMENTOS FUNCIONAIS

“Aquela relativa ao papel metabólico ou fisiológico que o nutriente ou não nutriente tem no crescimento, desenvolvimento, manutenção e outras funções normais do organismo e alegação de propriedade de saúde aquela que sugere, afirma ou implica a existência de relação entre o alimento ou ingrediente com doença ou condição relacionada à saúde.” (Resolução no 18, de 30/4/1999)(1)

Portanto “os alimentos chamados funcionais têm, além de nutrientes já conhecidos, substâncias denominadas de Fitoquímicos, que são os principais ativos responsáveis pelas funções que lhe são atribuídas e que levam a uma promoção da saúde e prevenção de doenças.”(2)

“Funcionalidade é aquela propriedade que vai além de sua qualidade de fonte de nutrientes”(1) – isto é – a de, simplesmente o alimento ser fonte de vitaminas, minerais, proteínas e outros nutrientes. O conceito quando inclui propriedade de saúde amplia a nossa responsabilidade pela adequação de uma alimentação saudável, indo além da simples distribuição de calorias da dieta. Direciona as escolhas dos alimentos no sentido de uma maior preocupação com o conteúdo de nutrientes e suas funções específicas correlacionando-os com a promoção da saúde e a prevenção de doenças.

Nutrientes (1)
Ácidos graxos ômega 3, 6 e 9;
Alicina, aliina, sulfeto de dialina;
Bactérias benéficas (probióticos);
Fibras, amido;
Fitoestrógenos, isoflavonas, lignanas;
Flavonóides;
Licopeno;
Vitaminas A,C,E;
Betacaroteno;
Selênio (mineral).

Funções (2,1):
Redução de LDL-colesterol e triglicérides (TG);
Aumento do HDL-colesterol (bom colesterol);
Redução de câncer de mama, pulmão, colo de útero, estômago, cólon, reto e próstata;
Prevenção e controle dos sintomas da menopausa, como por exemplo, diminuição de suores noturnos e ondas de calor;
Prevenção e tratamento da osteoporose;
Antioxidantes;
Proteção contra tumores de pulmão;
Controle de processos inflamatórios;
Intervenção na coagulação do sangue;
Atividades antivirais, antiparasitárias, antibacterianas e antifúngicas;
Ação antiplaquetária, hipotensora e hipoglicemiante.

Referências bibliográficas:
(1)Guia de nutrição : nutrição clínica no adulto/coordenação Lilian Cuppari, – Barueri,SP:Manole,2002;
(2)Entendendo a Importância do Processo Alimentar/Denise Madi Carreiro – 2a Edição – Saõ Paulo,SP,2007.