Arquivo do mês: outubro 2012

Gordura abdominal estimula obesidade, diz estudo

A nova pesquisa, publicada na revista científica da Federation of American Societies of Experimental Biology, revela que  a camada de gordura do abdômen produz um hormônio conhecido como neuropeptídeo Y (NPY), que estimula o apetite e é produzido também pelo cérebro.

A ação deste hormônio, por sua vez, estimularia a reprodução das células adiposas, o que acelera a obesidade.

“Esse processo pode se transformar em um ciclo vicioso em que o NPY produzido pelo cérebro faz você comer mais e acumular mais gordura na barriga”, diz Yaiping Yang, que liderou o estudo.

“Essa camada gordurosa produz então mais hormônios NPY, o que leva a um aumento no número de células gordurosas.”

Obesidade

Estudos anteriores já indicavam que a produção excessiva do hormônio neuropeptídeo Y é um dos principais fatores que leva os obesos a comer mais.

A obesidade, independente do local em que a gordura é acumulada, faz mal à saúde. No entanto, a gordura abdominal é considerada mais perigosa porque aumenta o risco de doenças cardíacas, diabete tipo 2, pressão alta e alguns tipos de câncer.

Segundo Yang, o próximo passo da pesquisa será identificar se o NPY produzido pelo abdômen também é liberado no sistema circulatório, o que poderia afetar as mensagens que o cérebro envia sobre a sensação de fome.

Caso o hormônio possa ser encontrado na corrente sangüínea, o pesquisador afirma que será possível desenvolver um exame simples de sangue para detectar qualquer aumento no nível de NYP.

“Se conseguirmos detectar o NPY cedo e identificar pacientes com risco de obesidade abdominal, podemos fazer um tratamento para impedir a ação do hormônio”, afirma Yang.

“Seria muito mais fácil usar medicamentos para prevenir a obesidade do que tratar doenças causadas por ela”, conclui.

De acordo com o diretor do Fórum Nacional para Obesidade da Grã-Bretanha, David Haslam, o estudo oferece mais informações sobre os mecanismos complexos que regulam o processo de armazenamento e processamento de gordura.

“Essa é uma das descobertas que, emum futuro próximo, pode levar a um modo de manipular o ciclo vicioso deste hormônio”, afirma Haslam. “Não é ficção científica pensar que é possível encontrar um modo de bloquear sua ação.”

 Fonte:  BBC Brasil
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Mudança de hábito alimentar foi a solução para o Menino Maluquinho

Assista ao vídeo, interessante, sobre a alteração realizada nos hábitos do Menino Maluquinho, personagem do Ziraldo e apresentado pela TV Brasil.

No episódio Fome de Doce, a família do Menino Maluquinho descobre os problemas que existem devido à alimentação incorreta.  Segundo a sinopse, quando ele tinha 5 anos, queria comer doce e, por isto, acabou tendo uma cárie. Sua mãe passou a controlar sua alimentação, mas ele seguiu roubando doce. Só quando passou mal, entendeu o valor da comida.

Sobre: O  Menino Muito Maluquinho é uma biografia poética de um menino feliz amado pelos pais – os atores Maria Mariana e Eduardo Galvão . O personagem é apresentado em três idades, aos 5 anos (interpretado pelo ator Felipe Severo), aos 10 (Pedro Saback) e aos 30 anos (Fernando Alves Pinto).

Os principais assuntos da infância são mostrados sob o ponto de vista de crianças de 5 e 10 anos. Cada episódio tem um tema diferente que leva à identificação do telespectador com o personagem e à reflexão sobre a realidade e os conflitos das diferentes idades.

Entre os temas abordados estão: identidade, quem somos e como as pessoas nos enxergam; a passagem do tempo e os aniversários; o primeiro dia de aula e os novos amigos; bullying ; a preocupação com o animal de estimação; o consumismo e a vontade de comprar tudo que aparece na televisão; a morte; as férias; os pais; a importância da organização; o ciúme dos irmãos mais novos; o sonho da futura profissão; o melhor amigo; a competição entre meninos e meninas; a primeira paixão; artes; o excesso de doces etc.

Adaptação realista

As gravações duraram seis meses e foram realizadas em um estúdio de 600 m 2 , que reproduz um sobrado completo, com o quarto do Menino Maluquinho, o quarto de seus pais com closet, sala, cozinha e banheiro. Para refletir a realidade de uma casa onde vivem pessoas de verdade, a maioria dos móveis escolhidos pela direção de arte eram usados. Os objetos novos receberam tratamento artístico para refletir o uso.

Foram construídos dois quartos adereçados para refletir o Menino Maluquinho de 5 e 10 anos. O menino de 5 guarda seus brinquedos no quarto, que é mais colorido, mas ainda gosta de ocupar vários espaços da casa com suas coisas. Brinquedos e desenhos estão em vários locais. O menino de 10, por sua vez, gosta mais de ficar no quarto, onde tem o computador, o videogame, o seu painel de recortes e suas coleções.

A casa é sempre ensolarada, arejada e alegre. Para ser o mais realista possível, todas as janelas têm grandes painéis que reproduzem a locação onde são gravadas as cenas externas. Em um canto da sala, fica o escritório do pai. Cheio de livros e gravuras, o local é uma fonte constante de pesquisas para o garoto. No episódio “Chove, Chuva Maluquista”, por exemplo, o pai ensina ao Maluquinho várias passagens da história da arte usando os livros.

“Esta casa é viva e tem história”, afirma o diretor de arte André Weller. “É decorada com móveis escolhidos a dedo e objetos que mostram a trajetória da família”, completa a diretora de arte Milena Vugman.

O figurino também busca a referência na realidade. As roupas têm um visual contemporâneo e os atores-mirins estão caracterizadas como crianças de verdade. Suas roupas ficam sujas depois de uma brincadeira e não estão sempre alinhadas. Os pais têm roupas simples e peças que caracterizam a saída para o trabalho e os momentos de lazer em casa.

 

Fonte: TV Brasil 

Horário de verão exige cuidados com a saúde

Brasília – O horário de verão começa à meia-noite, quando os moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, mais o estado do Tocantins, deverão adiantar seus relógios em uma hora .  A mudança é para aproveitar melhor a luminosidade do dia nesta época do ano, reduzindo o consumo de energia nos horários de pico e evitando o uso de energia gerada por termelétricas, que é mais cara e mais poluente do que a gerada pelas hidrelétricas.

Se não houver adaptações para a mudança de horário, algumas pessoas podem apresentar cansaço, fadiga e até mesmo chegar à exaustão, de acordo com o fisiologista Hildeamo Bonifácio. “Nesse quadro de exaustão, a pessoa mostra sinais parecidos com doenças, como irritabilidade, dor de cabeça, diarreia e mudanças de humor”.

Bonifácio recomenda que, na primeira semana de mudança de horário, as pessoas aumentem a ingestão de líquido e façam refeições leves. Também deve ser mantido o horário das refeições, para o cérebro se adaptar o mais rápido possível com a mudança. “Se a pessoa está acostumada a tomar café às 7h, agora vai ter que tomar no mesmo horário, mesmo que ainda não tenha tanta fome”.

A mesma tática deve ser adotada com o sono. Quem está acostumado a dormir às 22h, por exemplo, deve manter o horário, mesmo que ainda não tenha sono. “Se essas orientações não forem seguidas, é como se a pessoa estivesse em uma semana de carnaval: vai dormir tarde, acorda tarde, aí muda todo o relógio biológico”, diz o fisiologista.

Pelas dificuldades de adaptação do organismo, a mudança de horário está longe de ser uma unanimidade entre a população. O eletricista Raimundo Carlos Costa, de 56 anos, critica a medida. “Não gosto do horário de verão, pois me forço a acordar mais cedo. Tenho problema de saúde e o horário afeta toda minha rotina. A adaptação é complicada, quem é mais velho precisa tomar mais cuidados”, diz. Ele também cita o problema da insegurança para quem precisa sair de casa muito cedo para trabalhar quando ainda está escuro.

O estudante Paulo Henrique Ferreira, de 18 anos, também não aprova a medida, apesar de achar que o dia é melhor aproveitado. “Eu não gosto muito do horário de verão, principalmente no primeiro mês. Acordo mais cedo, muitas vezes ainda está escuro”.

Apesar de sentir dificuldades de adaptações nas primeiras semanas, a promotora de eventos Mayana dos Santos, de 20 anos, gosta da mudança, porque acha que o dia rende mais. “Particularmente, não me atrapalha muito”. A aposentada Madalena Jordão, de 65 anos, também acha que os dias parecem maiores com o horário de verão. Ela mora no Nordeste, onde a mudança não é implementada, mas acredita que existe economia de energia com a medida.

A expectativa do governo é que o horário de verão deste ano evite um gasto de R$ 280 milhões com o acionamento de usinas térmicas, que seria necessário para suprir a demanda no horário de pico. Se fosse preciso construir novas termelétricas para garantir essa energia, o país gastaria R$ 3 bilhões, se não houvesse o horário de verão. A redução da demanda de energia no horário de pico neste ano deve ser cerca de 4,5%, e a redução total de consumo deverá ser 0,5%.

De acordo com o secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo Grüdtner, a mudança de horário proporciona um ganho considerável para a segurança do sistema elétrico brasileiro. “Menor demanda implica maior segurança para o sistema, que não fica tão ‘estressado’. Há também maior flexibilidade operativa para liberar instalações para manutenção e redução da geração de energia térmica para atender a esse consumo”.

Fonte : Agência Brasil

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Macarrão instantâneo e Queijo parmesão são campeões de alto teor de sódio

A população brasileira consome duas vezes mais sal em relação à quantidade recomendada e grande parte vem de alimentos industrializados. Pesquisa divulgada hoje (16) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostra que os campeões em alto teor de sódio são o queijo parmesão ralado, o macarrão instantâneo, os embutidos (mortadela) e o biscoito de polvilho.

O queijo parmesão ralado lidera o ranking, com teor médio de 1.981 miligramas de sódio por 100 gramas do produto. Nas colocações seguintes, aparecem o macarrão instantâneo e a mortadela. O biscoito de polvilho tem quantidade média de 1.092 miligramas do ingrediente para cada 100 gramas.

O queijo ricota, muito consumido em dietas, também apresentou altas variações de sódio entre as marcas avaliadas. Ao todo, foram analisados 496 produtos de 26 categorias de alimentos.

Os alimentos industrializados representam 20% da dieta alimentar. O brasileiro consome, em média, 11,75 gramas de sal e 4,7 gramas de sódio, quando o recomendado é 5 gramas e 2 gramas, respectivamente. O sódio representa aproximadamente 40% da composição do sal.

“A Anvisa vai dizer que tudo que está além é muito e a indústria, que tudo que está abaixo do limite, é pouco. No meio, estão os consumidores, quem nos interessa”, diz o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano.

O governo e representantes da indústria e dos supermercados firmaram acordo, iniciado em 2011, pela diminuição progressiva do sódio nos alimentos. A partir de 2013, produtos com menos sódio já deverão estar disponíveis no mercado. “Existe a mentalidade de que tudo que é bom engorda ou faz mal. Uma mudança de hábito é complicada, mas pode ser feita gradualmente. E é esse o objetivo da Anvisa. O acordo vai ajudar a reduzir aos poucos a quantidade de sal nos produtos”, disse José Agenor Álvares, diretor de Monitoramento e Controle da Anvisa.

De acordo com o nutricionista e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), Rafael Claro, a população está mais preocupada com a perda da qualidade de vida do que riscos de sofrer doenças devido ao consumo de sal. O excesso de sódio na alimentação eleva o risco de doenças do coração, obesidade e diabetes, por exemplo. “Antigamente, as pessoas sofriam de hipertensão aos 70 anos. Hoje, há casos aos 25 anos.”

Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), que responde por 70% do setor, informou que não “teve acesso aos resultados do monitoramento do conteúdo de sódio nos alimentos processados no período 2010-2011”.

“No que diz respeito especificamente à redução de sódio, foram estabelecidas pelo Ministério da Saúde e Abia, até o momento, metas de redução para nove categorias de alimentos, que devem resultar na retirada de mais de 20 mil toneladas de sódio dos produtos até 2020,” disse a associação.

Fonte: Agência Brasil

O que é uma dieta de desintoxicação, ou detox?

Detox é o processo natural de neutralizar ou eliminar as toxinas do corpo. Toxina é qualquer coisa que pode danificar os tecidos do corpo, incluindo resíduos produzidos pela atividade normal das células, como o ácido de amônia, ácido láctico e homocisteína. Toxinas também estão no meio ambiente, nos alimentos e na água. O fígado, os intestinos, os rins, os pulmões, a pele, o sangue e o sistema linfático trabalham em conjunto para assegurar que as toxinas sejam transformadas quimicamente em compostos menos nocivos e que sejam eliminadas pelo corpo.

Inicialmente, a detox era considerada para o tratamento de dependentes de álcool ou de substâncias químicas. O termo também é utilizado para se referir a um programa de dieta, com ervas e outros métodos de remoção de toxinas ambientais e alimentares do corpo.

Existem muitos tipos diferentes de dietas de desintoxicação. Geralmente, uma dieta de desintoxicação tem curto prazo e serve para minimizar, com a substituição de alimentos orgânicos, a quantidade de produtos químicos ingeridos. Além disso, introduz alimentos que fornecem vitaminas, nutrientes e antioxidantes para o organismo realizar o processo de desintoxicação. Outro destaque é que a detox contém alimentos ricos em fibras e água, que eliminam as toxinas e aumentam a frequência das evacuações e do ato de urinar.

Por que as pessoas usam uma dieta de desintoxicação?

Um crescente número de pesquisas sugere que muitos produtos químicos que ingerimos diariamente através de alimentos, da água, do ar etc. se depositam nas células de gordura em nosso corpo.

Exemplos de toxinas são as pesticidas, os antibióticos e os hormônios em alimentos, produtos químicos de embalagens de alimentos, produtos de limpeza, detergentes, aditivos alimentares, metais pesados, poluição, drogas e fumaça de cigarro.

No entender dos pesquisadores, a detox é importante porque certas dietas, às vezes, carecem de nutrientes e, por isso, podem comprometer a capacidade natural de desintoxicação do corpo, principalmente quando se trata de produtos químicos acumulados no corpo.

Existem substâncias tóxicas naturais e aquelas feitas por seres humanos, que muitas vezes entram no corpo por inalação, consumo de alimentos e água ou são absorvidos através da pele. A “carga corporal” é definida como o total destes produtos químicos no corpo e tem sido associada a um desequilíbrio hormonal, disfunção imune, deficiência nutricional e ao metabolismo ineficiente.

Benefícios

As pessoas frequentemente relatam que passam a ter mais energia, a pele mais clara, um melhor trânsito intestinal, uma melhora na digestão e na concentração.

Quem não deve tentar uma dieta de desintoxicação?

Qualquer pessoa que considera iniciar uma dieta de desintoxicação deve consultar um profissional de saúde qualificado. Grávidas, mulheres amamentando ou crianças não devem fazer uma dieta de desintoxicação. Pessoas com problemas renais ou hepáticos também devem consultar um profissional.

Efeitos colaterais

Um dos efeitos colaterais mais comuns é a dor de cabeça nos primeiros dias da dieta de desintoxicação, muitas vezes devido a retirada da cafeína. Por esta razão, os médicos muitas vezes sugerem a diminuição gradual da quantidade de cafeína antes de se iniciar a detox. Algumas pessoas optam por se afastar do trabalho para começar uma dieta de desintoxicação ou por começar a dieta no fim de semana.

Outros efeitos secundários incluem diarréia excessiva, o que pode levar à desidratação e perda de eletrólitos. A constipação pode ocorrer se as pessoas consomem fibras em excesso, sem também aumentar a ingestão de líquidos. Outros efeitos colaterais podem incluir irritabilidade, cansaço, acne, perda de peso e fome. Por isso, é fundamental o acompanhamento de um profissional. Se uma dieta de desintoxicação é prolongada pode resultar em deficiências de nutrientes, especialmente proteínas (algumas dietas de desintoxicação restringem produtos de origem animal) e cálcio.

Críticas de quem é contra

Dietas de desintoxicação não são necessárias. O corpo pode desintoxicar por conta própria, sem a ajuda de uma dieta de desintoxicação. Nosso sistema evoluiu adequadamente para eliminar novos produtos químicos do meio ambiente sem a ajuda extra.

Adaptado de Altmedicine