Arquivo do mês: novembro 2012

Facebook te deixa mais gordo, pobre e malvado, diz estudo

Um estudo resolveu mostrar toda a verdade por trás das fotos de gente rica, magra e boazinha postadas no Facebook.

De acordo com um estudo da Universidade de Colúmbia e de Pittsburgh, a imagem positiva que surge a partir da página faz com que o autocontrole das pessoas diminua.

Uma das consequências mais fáceis de perceber é a agressividade.

“Quando você se sente bem consigo mesmo, você se sente no direito de fazer as coisas. E você quer proteger aquela imagem melhorada, o que faz com que as pessoas reajam tão fortemente àquelas que não concordam com suas opiniões”, disse Keith Wilcox, um dos autores do estudo, ao “Wall Street Journal”.

O estudo foi dividido em cinco partes e contou com 541 participantes e, também, chegou a desagradável conclusão de que os usuários do “face” ficam mais gordos e pobres.

Aqueles que passam mais tempo on-line e tinham muitos amigos na rede social tinham mais tendências de comer besteira e ter mais gordura no corpo, assim como mais dívidas no cartão de crédito.

Outra parte do estudo mostrou que aqueles que passavam cinco minutos no Facebook, ficavam mais inclinados a comer biscoito do que uma barra de cereal.

Além disso, os internautas mostravam mais preguiça na hora de resolver problemas matemáticos e desistiam mais facilmente.

O porta-voz do Facebook não quis comentar o assunto ao “WSJ”.

Fontes: F5 Folha de São Paulo e Wall Street Journal

 

Anúncios

Anvisa muda regras para termos nutricionais nos rótulos dos alimentos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mudou as regras para o uso de termos, como light, baixo, rico e não contém, nos rótulos de alimentos. Chamados tecnicamente de alegações nutricionais, tratam-se de informações para descrever o nível (absoluto ou relativo) de determinados nutrientes ou o valor energético dos alimentos.

A palavra light, por exemplo, só poderá ser utilizada se o produto tiver algum nutriente com valor reduzido em relação à versão convencional (alimento de referêncial). O termo era permitido tanto em alimentos com redução de algum nutriente quanto naqueles com baixo teor de algum nutriente, sem comparar com os produtos de referência. Segundo a Anvisa, os consumidores e profissionais de saúde encontravam dificuldades em reconhecer as diferenças entre os produtos com a indicação light.

Em relação aos termos fonte de proteína e alto teor de proteínas, foram estipulados critérios para quantidade e qualidade mínimas. De acordo com a agência reguladora, a ideia é coibir o uso das informações de forma enganosa, por exemplo, em alimentos com quantidade de proteínas incompletas ou de baixa qualidade.

A nova resolução da Anvisa, a RDC 54/2012, alterou também a base de cálculo para o uso dessas informações. Atualmente, a base é 100g ou ml do alimento para fazer o cálculo. Com a mudança, o cálculo deverá ser feito a partir de uma porção do alimento. Segundo a agência reguladora, a nova base de cálculo impede confusão na hora de comparar produtos, além de facilitar ao consumidor saber a quantidade exata de ingestão de determinado nutriente.

As empresas têm até o dia 1º de janeiro de 2014 para adequar os rótulos. Os fabricantes não são obrigados a divulgar as alegações nutricionais. Os produtos fabricados no período de adaptação poderão ser comercializados até o fim de seu prazo de validade. Com a nova resolução, o Brasil passa a ter os mesmos regulamentos técnicos de rotulagem nutricional no âmbito do Mercosul, o que facilita a livre circulação dos alimentos entre os países do bloco.

As novas normas também valem para as informações desse tipo veiculadas em anúncios nos meios de comunicação.

Alegação nutricionalA alegação nutricional é a informação utilizada para descrever o nível absoluto ou relativo de determinados nutrientes ou valor energético presentes em alimentos. A alegação é utilizada pelos fabricantes de forma opcional.

As alegações podem ser classificadas em dois tipos: (a) INC de conteúdo absoluto e (b) INC de conteúdo comparativo.

A INC de conteúdo absoluto é aquela que descreve a ausência ou a presença (baixa ou elevada quantidade) de determinados nutrientes ou valor energético presentes no alimento. Exemplos desse tipo de INC incluem as alegações: não contém açúcares, sem gorduras trans, baixo em calorias, fonte de cálcio, alto teor de fibras e rico em ferro.

As alegações de sem adição de açúcares e de sal também são consideradas alegações nutricionais de conteúdo absoluto. Essas alegações, embora relacionadas a ingredientes, indicam aos consumidores que o alimento possui propriedades nutricionais particulares em relação ao seu conteúdo de açúcares e sódio.

A INC relativa ou de conteúdo comparativo é aquela que compara o nível de um ou mais nutrientes ou valor energético presentes no alimento em relação ao nível encontrado no alimento de referência, tais como: reduzido em calorias, reduzido em açúcares, aumentado em ferro.

 

Você pode gostar também:

Respostas sobre Informação  Nutricional Complementar (INC)

Fontes: Anvisa e Agência Brasil

Dieta emagrece mais do que exercício, mostram pesquisas

O último round da disputa científica entre dieta e exercício físico (qual emagrece mais?) foi vencido pela mudança alimentar. ‘Emagrecimento sem exercício é insustentável’, diz o treinador Atalla

Fome depois do treino é ‘mito’, afirma médico Atividade física até ajuda a perder uns quilos, mas quem está acima do peso –48,5% da população brasileira, segundo o Ministério da Saúde– precisa fechar a boca para ter resultado, de acordo com pesquisas recentes. Uma delas, publicada em outubro último no periódico “Obesity Reviews”, analisou os resultados de 15 trabalhos.

Todos mediram o efeito de atividades físicas, como caminhada ou corrida, em pessoas que não fizeram mudanças na dieta. As conclusões não animam. Na maioria dos estudos (que envolveram 657 pessoas e duraram de três a 64 semanas), a perda de peso foi menor do que a esperada. “Algumas pessoas conseguem emagrecer bastante, mas, em geral, a prática de atividade física resulta em uma perda de apenas dois ou três quilos”, disse à Folha Timothy Church, um dos coordenadores do trabalho. Ele é médico do Centro Pennington de Pesquisa Biomédica, em Louisiana (EUA). COMPENSAÇÃO Se toda atividade física causa queima energética e se para emagrecer basta ter um saldo negativo (gastar mais do que ingerir), por que a conta nem sempre fecha?

O trabalho de Church levanta algumas hipóteses. Segundo a principal delas, quem faz exercício acaba compensando a perda de calorias comendo mais. Isso aconteceu em pelo menos dois artigos analisados. “Não sabemos por que isso ocorre, estamos estudando melhor agora”, afirma. Para o médico do exercício Marcelo Leitão, da Sociedade Brasileira de Medicina do do Exercício e do Esporte, é comum as pessoas superestimarem os efeitos da atividade física. “As pessoas têm uma noção errada de que se fazem exercícios podem comer o que quiserem. Se você fizer uma hora de atividade e depois tomar uma cervejinha, já recuperou o que perdeu.” Para gastar 500 calorias (meta diária de quem quer perder meio quilo por semana) é preciso fazer uma hora de atividade de alto impacto, como uma aula de “jump”. O esforço pode ir embora em dois pedaços de pizza. “Uma hora de caminhada por dia muda indicadores de saúde, mas não necessariamente faz perder peso”, acrescenta Leitão. Editoria de Arte/Folhapress

FAZENDO AS CONTAS “É muito mais fácil cortar calorias do que gastar. As dietas, em geral, são supercalóricas”, afirma Julio Tirapegui, bioquímico e pesquisador da Universidade de São Paulo. Uma pessoa com sobrepeso pode consumir mais de 3.000 calorias por dia e um obeso chega a 5.000, segundo o médico argentino Máximo Ravenna, autor de “A Teia de Aranha Alimentar” (Guarda-Chuva, 264 págs., R$ 38). “Não tem como compensar isso com exercício. Tem que reduzir pelo menos 40% da ingestão de alimentos.” Outro ponto a considerar é que o gasto de energia resultante do exercício não é exato: varia segundo o condicionamento físico e as características pessoais (altura, peso, idade). Na dieta, dá para fazer as contas com precisão e cortar calorias. Foi calculando tudo que colocava para dentro que Lucélia Bispo, 27, auxiliar administrativa, perdeu 23 quilos em cinco meses, sem exercício. Ela fez uma dieta de pontos de um site especializado.

“Não deixava passar nada, anotava até uma bala”, diz ela, que antes já tinha feito regime, sem sucesso. “Sempre dá aquela impressão de que não vamos poder comer nenhuma besteira. Mas aprendi que se for um pouquinho, tudo pode.” O recorde de Lucélia foi ter perdido 2,3 kg em apenas uma semana. Depois de emagrecer bastante, ela passou a fazer uma dieta de manutenção. Hoje está com 71 kg. “Só agora vou fazer academia, porque fiquei com um pouco de flacidez.” IMPOSSÍVEL NÃO É É claro que quem pratica exercícios com regularidade e foge da armadilha da compensação alimentar consegue perder peso. Na cabeça do psiquiatra Volnei Costa, 31, nunca passou a ideia de fazer regime: “Gosto muito de comer”. Quando viu que precisava emagrecer, manteve o cardápio e começou a treinar pesado seis vezes por semana, alternando musculação e exercícios aeróbicos. Em seis meses eliminou oito quilos –passou de 79 kg para 71 kg. Hoje está com 76 kg. “Ganhei massa muscular”, diz.

Volnei Costa, 31, perdeu 8kg só fazendo exercícios físicos Abandonar o sedentarismo também foi decisivo para a designer Camilla Pires, 23. Com 21 anos e 85 quilos, ela começou a nadar. A atividade motivou mudanças no cardápio. “Passei a pensar mais no que comia. Estava fazendo muito esforço, não podia desperdiçar.” Por um ano, ela juntou a fórmula dos sonhos dos especialistas: adotou uma ” alimentação saudável” e se mexeu mais. Além da natação, passou a correr. Perdeu 24 quilos. “Para mim, o que fez a diferença foi o exercício, mas também parei de comer compulsivamente “, conta.

O pesquisador americano Timothy Church, apesar das ressalvas, admite que, com a atividade física, o emagrecimento fica mais fácil. E até dá a receita: 150 minutos de caminhada rápida e 2 dias de treinamento com pesos (20 minutos por dia) por semana. Para Franz Burini, professor da Unesp e médico da academia Reebok Sport Club, não existe atividade física ideal. “O melhor exercício é aquele que é feito”, afirma. E não precisa passar uma hora na academia para ter resultado. “Ser fisicamente ativo é se mexer mais todo o tempo. Tem pessoas que treinam uma hora e ficam paradas as outras 23.”

Editoria de Arte/Folhapress

Fonte: BOL

Teste de sangue mais preciso deve diminuir o risco de contaminação por HIV e hepatite

A partir do mês que vem, todas as bolsas de sangue doadas no País terão de passar pelo teste de ácido nucleico, conhecido como NAT. Mais sensível que outro teste usado no Brasil, o Elisa, esse exame deve diminuir o risco de contaminação por HIV e hepatite em transfusões. Mas, segundo especialistas ouvidos pelo Estado, ele ainda apresenta falhas.

De acordo com Guilherme Genovez, da Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, 40% das bolsas de sangue doadas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) já passam pelo NAT – agora, a porcentagem deve atingir 100%.

A adoção do NAT na rede pública se tornará obrigatória pela atualização da Portaria 1.353, que dispõe sobre a segurança dos hemoderivados. O anúncio de que a nova regra será publicada neste mês foi feito ontem no Congresso Brasileiro de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, no Rio.

Os serviços terão um prazo de 90 dias para se adaptar à norma e a obrigatoriedade vai se estender à saúde privada. O teste adotado pelo SUS, contudo, ainda necessita de adaptações. É a avaliação das áreas técnicas dos hemocentros que já receberam o material e o submeteram a avaliações de controle de qualidade.

Genovez observa que o NAT nacional, registrado pela Agência Nacional de Vigilância Santiária (Anvisa) em dezembro de 2010, está em fase de desenvolvimento. “Os problemas encontrados no NAT hoje são totalmente solucionáveis. Há soluções tecnológicas e ajustes, mas nenhum problema que invalide o teste”, diz. Sobre a iminente distribuição do teste para todo o País, Genovez afirma que os ajustes serão feitos ao mesmo tempo em que o teste é distribuído. “Isso é tempo real, como trocar o pneu com o carro andando. Fazemos ajustes o tempo todo”, completa.

Economia. O teste NAT adotado pelo SUS foi desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O uso da tecnologia nacional vai permitir uma economia anual de cerca de US$ 75 milhões: a importação dos kits para exame custa US $ 100 milhões por ano, os kits nacionais saem por US$ 25 milhões.

O problema, segundo o médico Carmino Antonio de Souza, presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), é que grandes hemocentros do País têm concluído que o teste não reproduz os resultados a que se propõe. “Temos uma dificuldade de caráter técnico que precisa ser esclarecida e resolvida.”

É o caso do Hemocentro de Ribeirão Preto, ligado à Universidade de São Paulo (USP). Segundo o médico Dimas Tadeu Covas, diretor da unidade, o NAT nacional não passou em alguns testes internacionais de controle de qualidade, aos quais todo insumo usado no hemocentro deve ser submetido por causa da acreditação pela Associação Americana de Bancos de Sangue (AABB).

“Não sabemos ainda o que determinou a performance abaixo do desejado. Mas o teste não é totalmente efetivo”, diz Covas. O especialista ressalta que se trata de um teste ainda em desenvolvimento e que pesquisadores da Fiocruz, que foram comunicados sobre o problema, têm trabalhado para resolver as falhas.

Para o superintendente-geral da Associação Beneficente de Coleta de Sangue (Colsan), José Augusto Barreto, houve uma precipitação por parte do ministério em incluir o teste na rotina. “Os problemas estão surgindo quando o teste já está sendo usado em larga escala. Essas preocupações deveriam ter aparecido antes”, diz.

A área técnica da Colsan, que é responsável por cerca de 13 mil coletas por mês e faz parte da Hemorrede do Estado de São Paulo, concluiu que o teste tem algumas discrepâncias ao fazer comparações dos resultados do NAT nacional com o NAT de outras marcas.

Fonte:  Estadão Saúde

Portadores de doenças crônicas podem receber remédios de planos

Com problemas de artrite e tendinite, a vendedora Janete Lopes, de 54 anos, começou um tratamento à base de cápsulas de ômega 3, que têm efeito anti-inflamatório. Mas não levou adiante. “Era muito caro. Só as cápsulas custavam R$ 300 para dois meses. Parei por conta própria”, diz ela, que tomou os medicamentos por cinco meses. É esse tipo de problema que a resolução 310 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que entrou em vigor na última sexta-feira, quer contornar. A norma incentiva operadoras de saúde a oferecer medicamentos para doenças crônicas.

O objetivo, segundo a gerente-geral de Regulação Assistencial da ANS, Martha Oliveira, é reduzir o subtratamento de doenças como diabete, hipertensão, insuficiência coronariana e asma brônquica. “A continuidade do tratamento de doenças crônicas é determinante para o sucesso. E não basta distribuir o remédio. É preciso fazer o monitoramento do paciente”, afirma. Caberá às operadoras definir como esse acompanhamento será feito.

As empresas poderão cobrar a mais por oferecer o serviço. Elas também receberão outros incentivos da ANS, que ainda serão definidos. A maior parte das operadoras ainda aguarda a publicação das regras pela agência para fazer os cálculos atuariais e definir se vão oferecer o benefício.

A oferta de medicamentos para grupos específicos já é praticada em alguns planos de autogestão (aqueles gerenciados sem fins lucrativos e que têm como beneficiários empregados e aposentados de uma empresa, como a Cassi, dos funcionários do Banco do Brasil).

“Na maior parte das nossas associadas, o medicamento é dado sem custeio adicional. O beneficiário precisa participar de programa de promoção de saúde e gestão de crônicos. Temos estudos e evidências dentro da própria autogestão que apontam que o paciente, quando tem a medicação e a disciplina do cuidado, passa por menos complicações e internações. E, a longo prazo, isso tem um impacto nos custos”, afirma o presidente da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas), Denise Eloi.

Por outro lado, o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) analisou 60 artigos científicos publicados nos Estados Unidos, onde a oferta de medicamento já é comercializada, e chegou à conclusão de que os planos ficaram mais caros, sem evidências de que houve uma redução da internação.

“Os artigos não demonstraram que a população tem melhor estado de saúde ou menor taxa de internação. Mostra que teve algum efeito para as classes mais baixas e nenhum efeito para as rendas média e alta”, afirma o presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), José Cechin. A entidade representa 29 empresas, líderes de mercado.

Críticas. A portaria da ANS recebeu críticas do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) por não contemplar planos antigos, anteriores a 1999, e por não determinar que o reajuste deve ser submetido à ANS. “Os planos individuais têm reajuste previamente aprovado pela ANS. Essa resolução não tem nenhuma cláusula dizendo que o reajuste dos planos individual e familiar serão autorizados pela agência. Ela está desregulando uma parte dos contratos que deveria regular”, diz Claudio Thadeu de Oliveira, gerente técnico do Idec.

Renata Vilhena Silva, advogada especialista em direito à saúde, diz que os consumidores devem ficar atentos à cobrança pelo serviço. “É uma forma de burlar os valores dos reajustes. O que vai valer é a livre negociação.” Ela lembra que alguns remédios já são distribuídos pela rede pública, como os para hipertensão e colesterol.

Portão: Estadão/Saúde