Arquivo do mês: janeiro 2013

IMC : Novo cálculo pode deixar você mais gordo

Se você é baixinho, melhor se preparar para o pior antes de adotar um novo cálculo do IMC (Índice de Massa Corporal) criado por pesquisadores da Universidade de Oxford. Isso porque, segundo a fórmula pensada por matemáticos da instituição e divulgada pelo jornal britânico The Telegraph, pessoas de baixa estatura podem ser consideradas mais gordas do que pensam, enquanto as altas podem estar em boa forma, se comparada ao diagnóstico tradicional.

A conta que atualmente serve de referência para definir se uma pessoa está acima, abaixo ou no peso ideal foi modificada porque, para os cientistas, o método mais comum não considera que o peso maior não indica necessariamente gorduraem quem é alto. Por essa fórmula, criada por Adolphe Quetelet em 1830, ao dividir o peso pelo quadrado da altura (peso/altura²), os baixos saem na vantagem, pois o valor de sua estatura elevada à segunda potência é proporcionalmente maior do que o mesmo número em pessoas altas.

Com isso, estas parecem mais pesadas do que realmente são e aquelas dão a impressão de serem mais leves. Ainda pelo cálculo mais comum, quem tem resultado menor do que 18,5 é considerado abaixo do peso, entre 18,6 e 24,9 é saudável, de 25 a 29,9 o quadro é de sobrepeso, de 30 a 34,9 é obesidade de grau 1, entre 35 e 39,9 há obesidade de grau 2 (severa) e acima de 40 a situação é de obesidade de grau 3 (mórbida).

A nova maneira mantém esses estágios, mas corrige o problema anterior, permitindo que pessoas sejam colocadas em categorias mais adequadas à sua estatura. A fórmula mais recente foi criada pelo pesquisador Nick Trefethen e consiste na multiplicação do peso por 1,3 e na divisão desse resultado pela altura elevada à potência de 2,5.

Como não é fácil fazer essa conta, The Telegraph criou uma calculadora online, em que é possível ver qual é o IMC segundo o método tradicional e o novo, para comparar os resultados.

Fonte:  EXAME

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Ideias na mesa

O site Ideias na Mesa  pretende divulgar práticas alimentares adequadas e saudáveis no Brasil. Segundo o IBGE, metade da população adulta no Brasil está acima do peso. A rede virtual é um experiências em Educação Alimentar e Nutricional (EAN) que visa ao estabelecimento de referenciais técnicos, conceituais e metodológicos e ao fortalecimento e valorização da EAN, segundo os idealizadores.

De acordo com as informações no portal, o intuito é construir um espaço democrático para troca, diálogo e construção de novos conhecimentos no âmbito da EAN, por meio da colaboração de diferentes setores da sociedade brasileira que atuam nessa área.

O portal informa ainda que a Ideia na Mesa permite que o interessado adicione experiências em EAN, compartilhar arquivos publicados por outros usuários das mais diversas regiões do país, personalizar o perfil, criar biblioteca pessoal de arquivos e ficar por dentro das últimas novidades e eventos relacionados ao tema.

Fonte: Portal EBC

Riscos de desequilíbrio nutricional de crianças nas férias

Acordar mais tarde, mudar o horário das refeições, comer em lanchonetes fast food no shopping, exagerar nas guloseimas. Essas são só algumas das atividades adotadas nas férias que alteram a rotina alimentar da família da professora Pilar Maldonado. “A gente acaba ficando sem horário. O café, que acontecia às 7 horas, fica para as 9h ou 10h. O almoço, às vezes, é no shopping às 14h e, no jantar, a gente pede pizza. Fica tudo meio atrapalhado, desregrado”, relata a professora que é mãe de Mateus, 11 anos, Clara, 14 anos, e Natália, 16 anos.

Assim como ela, muitos pais relaxam na orientação alimentar dos filhos neste período, o que pode provocar um desequilíbrio nutricional de crianças e adolescentes. Especialistas do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo, que desenvolvem o projeto Meu Pratinho Saudável, alertam para os riscos da obesidade infantil, além de outras doenças, como o diabetes, colesterol alto e a hipertensão.

“Neste período os horários ficam irregulares, mas nem por isso os pais devem descuidar da alimentação. Essas outras enfermidades não atingem mais só adultos, a gente observa muito em crianças”, destaca a nutricionista do projeto, Míriam Furtado. Ela reforça que drásticas alterações na rotina alimentar durante as férias podem dificultar o retorno a uma alimentação mais regular e saudável no período de aulas. “Se sai muito [da rotina], para voltar depois é mais difícil, principalmente para as crianças pela questão da adaptação às regras”, explica.

Apesar de abrir algumas concessões ao que os filhos comem no recesso escolar, Pilar tem que estar sempre alerta. Há seis anos, os três filhos apresentaram níveis elevados de colesterol. “O do Mateus ainda está um pouquinho acima do normal. Então não pode ser tudo tão à vontade. Se tem fast food hoje, no resto da semana não vai ter mais esse tipo de comida. Mesmo estando mais livre, tem a preocupação controlar a gordura, os açúcares”, pondera.

Míriam Furtado aponta, por outro lado, que as férias podem ser uma oportunidade para inserir novos alimentos na dieta. “Neste período, muitos pais também têm mais tempo, então é aproveitar para fazer receitas em famílias e aproximá-los do mundo dos alimentos. Se for ao supermercado, levar as crianças e mostrar frutas, verduras. Assim eles começam a aprender a importância de uma dieta equilibrada e a incluir isso na alimentação.”

A nutricionista ressalta ainda a atenção que deve ser dada à hidratação das crianças. “Elas desidratam muito fácil. Especialmente nas férias, que muitas brincadeiras são ao ar livre, sob o sol. Então é [preciso] oferecer bastante água e complementar com suco de fruta, água de coco ou até mesmo frutas que tenham bastante água na composição, como melancia e melão.”

É preciso também evitar o sedentarismo, de acordo com ela. “Esse também é o momento para incentivar a prática de atividades físicas. Isso ajuda o metabolismo, a digestão e traz muitos outros benefícios.”

Mais informações sobre o projeto Meu Pratinho Saudável estão disponíveis no site www.meupratinhosaudavel.com.br.

Fonte: Agência Brasil