Arquivo do mês: março 2013

Pais estão incluindo sólidos cedo demais na alimentação dos bebês

Uma nova pesquisa norte-americana revelou que muitos bebês estão consumindo alimentos sólidos muito antes do recomendado pelos médicos. De acordo com o estudo feito pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, 93% das mães estão incluindo opções sólidas na alimentação dos seus filhos antes deles completarem seis meses de idade.

Esse hábito pode aumentar o risco de obesidade, diabetes e doença celíaca nas crianças, segundo os pesquisadores. A indicação dos médicos é de que os bebês sejam incentivados a começar uma alimentação sólida a partir de seis meses de idade e não antes disso.

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A pesquisa mostrou que 40% das mães pesquisadas cometem esse erro ainda mais cedo, introduzindo esses alimentos antes mesmo da criança completar quatro meses, enquanto 9% ofereceram sólidos para bebês que tinham menos de um mês de idade.

As avaliações revelaram que as mães mais jovens, com situação financeira prejudicada e que tiveram menos acesso à educação eram mais propensas a introduzir a alimentação com sólidos cedo demais para os seus bebês.

Segundo os especialistas, algumas das razões para isso acontecer é que alguns pais acham as fórmulas de leite em pó caras demais e também tem em mente o mito de que os bebês dormem melhor quando alimentados com refeições mais pesadas.

Porém, os pesquisadores alertam que os próprios profissionais de saúde podem ser responsáveis por essa medida por indicarem para as mães começarem a dar alimentos sólidos para as crianças, como afirmou Kelley Scanlon, uma das líderes do estudo: “Isso, para nós, indica que os profissionais de saúde devem fornecer uma orientação mais clara”.

Quando perguntado por que elas tinham começado a introdução de alimentos sólidos, o motivo mais comum entre as mães foi o de que seu bebê tinha idade suficiente. Outras disseram que fizeram isso porque seu filho parecia estar com fome ou queria comer o mesmo que os pais estavam consumindo.

Os pesquisadores também descobriram que as mães cujos bebês foram alimentados com leite de fórmula, ao invés de leite materno, eram muito mais propensas a oferecer sólidos muito cedo do que aquelas que amamentaram exclusivamente.

Fonte: TodaEla

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Bebês podem comer alimentos sólidos antes dos seis meses?

Matéria do Bom Dia Brasil da Rede Globo mostra que, nos Estados Unidos, uma pesquisa mostrou que quase a metade das mães começa a dar papinhas para os bebês antes dos quatro meses de idade. Médicos alertam que a alimentação antecipada pode levar a doenças crônicas no futuro.  Para assistir ao vídeo, clique na imagem abaixo:

Fonte: Rede Globo/Bom Dia Brasil

Adoçantes: mitos e verdades

Material interessante sobre mitos e verdades sobre os adoçantes publicado no UOL Saúde.

Eles seriam indicados apenas para diabéticos ou obesos?

VERDADE: eles foram criados para substituir o açúcar na alimentação de quem sofre com diabetes ou está muito acima do peso. “Porém, mesmo nestes casos, seu consumo não deve ser abusivo”, alerta a nutricionista Luciana Harfenist, acrescentando que é muito fácil exagerar, principalmente se a pessoa é usuária de industrializados como refrigerantes, iogurtes, bolos, biscoitos e balas. “É necessário observar as quantidades recomendadas de cada tipo de adoçante. E, para quem consome diariamente, o ideal é variar, tendo dois ou três diferentes, de forma a evitar o acúmulo de substâncias tóxicas no organismo”. A nutricionista Ariane Machado Pereira salienta que indivíduos saudáveis, que não têm qualquer problema de saúde que os obrigue a restringir o açúcar, não precisam inserir o item na alimentação. Importante: há dois tipos de edulcorantes (outro nome para os adoçantes): os de mesa, formulados para conferir sabor doce a alimentos e bebidas e não indicados para diabéticos; e os dietéticos, feitos para dietas com restrição de sacarose, frutose ou glicose, “destinados a atender às necessidades de pessoas sujeitas à restrição da ingestão desses carboidratos”, como os diabéticos, conforme explica a cartilha da Abiad. Saiba mais clicando na imagem:

adoçantes

Alteração na estrutura óssea dos pés causa dor em obesos, diz pesquisadora

As dores causadas por alterações na estrutura óssea e articulações dos pés em pacientes obesos graves representam papel chave na deficiência dessas pessoas, afetando sua capacidade de realizar atividades da vida cotidiana, como caminhar. “A dor induzida pela obesidade grave pode levar à incapacidade funcional dessas pessoas, como a fraqueza muscular, e uma piora em sua qualidade de vida”, esclarece a fisioterapeuta Sonia Maria Fabris Luiz.

Prevalência de pé plano foi testada a partir de exames de raio-x e da baropodometria

Em sua tese de doutorado Impacto de dois níveis de obesidade grave sobre as alterações ostearticulares e funcionais de joelho e pé, desenvolvida na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), Sonia avaliou o impacto do excesso de peso sobre o joelho e pé, buscando verificar a prevalência do pé plano em super obesos, bem como suas repercussões.

A pesquisa avaliou uma população de 81 pacientes do ambulatório de cirurgia do aparelho digestivo do Hospital de Base da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP), os quais estavam na fila de espera para a realização da gastroplastia (cirurgia de redução do estômago). Havia representantes de dois níveis de obesidade grave: com Índice de Massa Corpórea (IMC) de 40 a 50 quilos por metro quadrado (Kg/m²) e maior do que 50 Kg/m². O IMC, medida utilizada para identificar se alguém está no peso ideal, é calculado a partir da divisão do peso da pessoa pelo quadrado de sua altura. Os participantes foram submetidos a uma avaliação inicial de idade, peso e estatura, para depois passarem por exames específicos para a medição do arco plantar (curvatura) dos pés e verificação da presença de osteoartrite nos joelhos.

Presença de pé plano e osteoartrite
Embora em um dos exames – a baropodometria, que avalia a impressão da superfície do pé – o resultado tenha apontado que apenas 20% dos pacientes apresentavam pé plano, a avaliação de imagens radiográficas mostrou existente a aplanação do arco plantar, com diferentes graus, em 100% deles. “O excesso de peso que esses pacientes tem força o arco plantar em direção ao chão. Há, então, uma distensão dessa região da musculatura, dos tendões, uma fraqueza muscular. Com isso o pé fica mais aplanado”, explica Sonia. A diferença entre os resultados pode ser explicada pela natureza de cada exame, já que a radiografia permite a observação da estrutura óssea do pé, enquanto a baropodometria avalia as razões entre as regiões do mediopé e retropé (respectivamente as porções intermediária e anterior do pé) da impressão plantar.

Imagens radiográficas confirmaram a aplanação do arco plantar

Já com relação à presença de osteoartrite dos joelhos, os testes demonstraram que 81,5% dos pacientes apresentavam a degeneração nas articulações, em diferentes níveis. No entanto, não foi possível associar estatisticamente esse desgaste ao IMC. “A distribuição entre os graus de osteoartrite foi heterogênea”, conta Sonia. Ela explica que o possível motivo da ausência de relação entre as duas variáveis seja o fato de os pacientes ainda serem jovens, com idade máxima de 50 anos. “Acredito que se acompanhássemos essas pessoas nos próximos anos, veríamos uma progressão da osteoartrite nos joelhos relacionada à IMC”, comenta.

Efeito nas atividades cotidianas
Além dos exames, os pacientes também responderam dois questionários relacionados aos aspectos funcionais dos pés e joelhos: o Western Ontario and McMaster Universities Ostheoarthritis Index (WOMAC), para avaliar a rigidez articular e funcionalidade do joelho em relação à osteoartrite; e o Foot and Ankle Outcome Score (FAOS), que dá a percepção da pessoa em relação às alterações que apresenta no pé e no tornozelo.

Os questionários permitem o conhecimento do grau da dor em relação a uma série de atividades do dia a dia, como caminhar no plano, subir e descer escadas, entrar em carros, tirar e calçar meias, movimentar o pé em várias posições, etc. “Com base no resultado dos exames e nos questionários, tivemos uma avaliação global, não só em termos de alteração estrutural, mas também em termos de sintomatologia de dor e de funcionalidade”, relata a fisioterapeuta.

A maioria dos pacientes dizia que tinha dificuldades para realizar exercícios cotidianos simples, como caminhadas regulares, em função da dor no pé e no joelho. “Vimos que a dor induzida pela obesidade pode favorecer o abandono desse paciente em programas de atividade física para a perda de peso e, consequentemente, favorecer o sedentarismo nessa população”, acrescenta Sonia.

A pesquisa também sugere uma possível relação entre as alterações morfológicas no pé e a dor e disfunção na articulação do joelho durante as atividades.

Imagens cedidas pela pesquisadora

Mais informações: email sofabris@hotmail.com, com Sonia Fabris

Fonte: Agência USP

Como saber se seu filho é alérgico?

Licença Creative Commons

A alergia pode ser descrita como uma reação exagerada em resposta a uma alteração no sistema imunológico. Os alimentos que mais causam reações alérgicas são o leite de vaca, o amendoim, a soja, peixes e frutos do mar. Saiba mais nessa matéria do Meu Pratinho Saudável.

Para que a reação alérgica aconteça, o organismo precisa entrar em contato com alguma substância que seja detectada como estranha. Com isso, haverá a resposta do corpo, percebida com o surgimento dos sintomas, típicos da alergia alimentar.

Atenção: alergia não é a mesma coisa que intolerância, que é caracterizada por qualquer resposta anormal a algum alimento ou aditivo, mas não envolve nenhuma reposta imunológica.

Sintomas

De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI), as reações mais comuns são o surgimento de vergões vermelhos na pele, inchaço, coceira, inflamação da pele, diarreia, dor abdominal, vômitos, tosse, rouquidão e chiado no peito. Nas crianças, pode ocorrer perda de sangue nas fezes, o que pode ocasionar anemia e prejudicar o crescimento.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por meio de história clínica, testes cutâneos, dieta de exclusão, testes de provocação oral, endoscopia e biópsia. Um ou mais métodos podem ser utilizados para o diagnóstico.

Tratamento

A forma mais eficaz, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, é a exclusão total do alimento identificado. Porém, o diagnóstico deve ser feito por um médico especialista em conjunto com um nutricionista, pois a exclusão de alimentos, sem orientação, principalmente se for por tempo prolongado, pode causar deficiências nutricionais na criança.

Uma vez diagnosticada a alergia e o alimento identificado, cabe aos pais ficarem atentos ao consumo dos alimentos que podem desencadear a alergia, pois pode ser que o alimento esteja na composição de algumas preparações, como é o caso do leite, da soja e do ovo. Do mesmo modo, é importante habituar-se a ler o rótulo dos alimentos industrializados para verificar os ingredientes utilizados.

Fonte:  Meu Pratinho Saudável