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Consumo excessivo de sal está ligado a hábito alimentar do brasileiro, dizem especialistas

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A ingestão em excesso de sódio pela população brasileira, apontada pela análise de consumo alimentar pessoal, da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é resultado do consumo exagerado de alimentos industrializados que contêm esse nutriente e do hábito do brasileiro em salgar muito a comida, disse a professora Raquel Botelho do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília (UnB).

“Não é uma questão de criticar só os produtos industrializados, a população tem que ter consciência dos seus hábitos. O brasileiro de uma forma geral tem o hábito de salgar muito a comida porque acha que comida temperada é comida com sal. A gente pode temperar com ervas, alho, cebola. É possível diminuir muito o uso de sal da cozinha, mas as pessoas estão viciadas”, alertou a nutricionista.

De acordo com o IBGE, a média de ingestão de sódio pela população brasileira ultrapassa 3.200 miligramas/dia (mg/dia), quando o recomendável são 2.200 mg/dia. Segundo a especialista, estudos mostram que é possível reduzir até 30% do sal utilizado no preparo dos pratos sem que se perceba a diferença. Ela recomenda que a redução seja gradual até que haja um ajuste no paladar.

De acordo com o IBGE, o consumo de sódio é maior entre os jovens que em geral consomem mais os alimentos industrializados. Para a presidente do Conselho Regional de Nutrição da 1ª Região, Mara Saleti De Boni, os bons hábitos precisam ser formados logo que o bebê passa do leite materno para o consumo de vegetais e frutas. “Quando trabalhamos com as mães o preparo dessas comidas elas acham que está sem sal, mas a criança não tem esse parâmetro. Por isso quanto mais cedo os hábitos forem construídos de maneira certa, melhor”.

O estudo do IBGE também indica um consumo menor de hortaliças e frutas pela população de baixa renda. Em geral, o que afasta esse público desses alimentos é o preço alto dos produtos. Para Mara, é importante mostrar a essas pessoas que o custo-benefício compensa no longo prazo. “Sinceramente não acho que falte informação, mas ela é mal trabalhada. Verdura realmente não é barato, mas quando você opta por elas você está adquirindo saúde. E a doença tem um custo altíssimo”.

Quem faz refeições fora de casa costuma recorrer mais aos alimentos industrializados e tem menos controle do que está ingerindo em restaurantes. O estudante Leonardo Rodrigues, 24 anos, disse não seguir uma dieta e se preocupa com seus hábitos porque come muito na rua. “Antigamente eu me preocupava rigorosamente com minha alimentação, mas depois com a pressa do dia a dia, com trabalho e estudos, acabei deixando os cuidados de lado. Muitas vezes me alimento com comidas que não sei a procedência”.

A professora Raquel lembra que é possível verificar a qualidade do que se consome mesmo quando não há controle da produção do alimento. “O paladar é sempre o melhor medidor. Se você comer pela primeira vez em um restaurante a achar a comida salgada, não volte porque em uma semana você se acostuma e não acha mais salgado. No caso da gordura você consegue detectar se tem óleo demais quando o arroz está brilhando ou quando se forma uma crosta de nata no feijão”.

No caso dos alimentos industrializados que podem conter sódio em excesso, é importante que o consumidor aprenda a ler as informações contidas nas embalagens. Para a professora, a indústria avançou muito nos padrões de rotulagem, mas boa parte dos consumidores não sabe ler as informações nutricionais. Na tabela presente em todos os produtos há a indicação do percentual de sódio que aquele alimento contém em relação ao consumo diário. “Isso já dá uma noção muito boa para o consumidor”.
Edição: Rivadavia Severo

Fonte:  Agência Brasil

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Farinha de frutas em favor da saúde (IG Saúde)

Maracujá, uva, banana verde e laranja viram pó na luta contra o excesso de peso e as doenças associadas à obesidade

Nas lojas de produtos naturais ou até mesmo nas prateleiras das farmácias, as farinhas de frutas ganham espaço.

Maracujá, uva, banana verde e laranja são as mais conhecidas e também as mais vendidas este ano, embora já sejam comercializadas há algum tempo.

O consumo desse tipo de suplemento vem aumentando em busca de seus propagandeados efeitos emagrecedores. Alguns deles realmente comprovados, como é o caso do maracujá.

Uma pesquisa conduzida pelo químico Armando Sabaa Srur, da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), concluiu que a pectina, substância presente na casca da fruta, causa saciedade precoce. Isso porque a pectina é uma fibra solúvel e, ao entrar em contato com os líquidos estomacais, vira um gel, evitando que o estômago se esvazie rapidamente. Com esse funcionamento, a substância vira aliada também de quem precisa controlar os picos de insulina, como os diabéticos.

“A farinha de maracujá é hipoglicemiante, ou seja, melhora a tolerância à glicose. Mas ela atua apenas como um coadjuvante no tratamento”, alerta a nutricionista Ariane Pereira, da DNA Nutri.

A grande sacada desses produtos é concentrar a quantidade de fibras contidas nos alimentos ou aproveitar partes que normalmente serão descartadas, como a casca de maracujá.

“No entanto, é preciso saber qual comprar: algumas contêm fibras solúveis, portanto mais indicadas para quem tem prisão de ventre; outras são ricas em fibras insolúveis, que melhoram a motilidade intestinal”, explica Ariane.

As fibras prontas são consideradas eficazes, porém é importante que a quantidade e modo de uso sejam orientados por um nutricionista, já que existem recomendações diárias, salienta a nutricionista Gabriela Paschoal, da VP Consultoria Nutricional.

Para ter o efeito desejado e ajudar a manter a saúde, a ingestão de fibras deve ser acompanhada de um aumento no consumo de água, ou o resultado pode ser o contrário do desejado. Em uma dieta balanceada, é indicado que uma pessoa coma diariamente de 25g a 35g de fibras.

Os suplementos, no entanto, são recomendados para quem não come muita fruta ou legume e, portanto, não consegue alcançar a quantidade saudável. A seguier, conheça as principais farinhas existentes no mercado e veja como elas agem no corpo.

Farinha de Laranja

Produzida a partir da casca de laranja desidratada, é rica em fibras, principalmente a pectina – fibra dietética solúvel em água, encontrada em maior quantidade na laranja. Alguns trabalhos científicos mostram que esta fibra está relacionada com a redução dos níveis de colesterol e triglicérides. Além disso, retarda o esvaziamento gástrico, tornando-o mais lento, aumentando a saciedade. A consequência desse efeito seria a redução da ingestão alimentar, o que contribuiria para a perda de peso.

Farinha de Banana

Produzida a partir do fruto inteiro da banana verde (biomassa da casca e da polpa), a farinha dessa fruta é rica em vitaminas A, B1, B2, ácido nicotínico, sódio, potássio, magnésio, manganês, cobre, fósforo, enxofre, cloro, iodo. Ela contém apenas 2% de açúcares e uma grande quantidade de amido resistente, que não é absorvido pelo intestino em indivíduos saudáveis devido à impossibilidade de ser digerido.

O produto ainda fortalece e aumenta o número de bactérias intestinais benéficas, facilitando o trânsito intestinal e dificultando a absorção de gorduras e glicose, sendo, portanto indicado aos diabéticos, aos que têm colesterol elevado e altamente recomendável aos celíacos – a farinha é isenta de glúten podendo ser adicionada em diversas preparações, tais como sopas, pães, biscoitos, salgados, etc. Leia mais: Macarrão de farinha de banana verde é opção para menu sem glúten

Farinha de Uva

Produzida a partir dos resíduos que são descartados em processos industriais dos derivados de uva, a farinha de uva é riquíssima em quercetina (substância fotoquímica encontrada naturalmente em diversos alimentos), antocianina (substância polifenólica responsável pelo pigmento roxo característico da casca da uva) e resveratrol (polifenol produzido em diversas plantas, encontrada principalmente na casca da uva). Devido a estas características, essa farinha é conhecida por sua ação antioxidante, anti-inflamatória e protetora do coração. Esse alimento também previne o estresse oxidativo da célula, ajudando a prevenir tumores.

Leia mais sobre alimentos antioxidantes no IG Saúde

Fonte: IG Saúde (Acessado no dia 23/07/2012)

ALIMENTOS FUNCIONAIS

ALIMENTOS COM ALEGAÇÕES DE PROPRIEDADES FUNCIONAIS OU SIMPLESMENTE: ALIMENTOS FUNCIONAIS

“Aquela relativa ao papel metabólico ou fisiológico que o nutriente ou não nutriente tem no crescimento, desenvolvimento, manutenção e outras funções normais do organismo e alegação de propriedade de saúde aquela que sugere, afirma ou implica a existência de relação entre o alimento ou ingrediente com doença ou condição relacionada à saúde.” (Resolução no 18, de 30/4/1999)(1)

Portanto “os alimentos chamados funcionais têm, além de nutrientes já conhecidos, substâncias denominadas de Fitoquímicos, que são os principais ativos responsáveis pelas funções que lhe são atribuídas e que levam a uma promoção da saúde e prevenção de doenças.”(2)

“Funcionalidade é aquela propriedade que vai além de sua qualidade de fonte de nutrientes”(1) – isto é – a de, simplesmente o alimento ser fonte de vitaminas, minerais, proteínas e outros nutrientes. O conceito quando inclui propriedade de saúde amplia a nossa responsabilidade pela adequação de uma alimentação saudável, indo além da simples distribuição de calorias da dieta. Direciona as escolhas dos alimentos no sentido de uma maior preocupação com o conteúdo de nutrientes e suas funções específicas correlacionando-os com a promoção da saúde e a prevenção de doenças.

Nutrientes (1)
Ácidos graxos ômega 3, 6 e 9;
Alicina, aliina, sulfeto de dialina;
Bactérias benéficas (probióticos);
Fibras, amido;
Fitoestrógenos, isoflavonas, lignanas;
Flavonóides;
Licopeno;
Vitaminas A,C,E;
Betacaroteno;
Selênio (mineral).

Funções (2,1):
Redução de LDL-colesterol e triglicérides (TG);
Aumento do HDL-colesterol (bom colesterol);
Redução de câncer de mama, pulmão, colo de útero, estômago, cólon, reto e próstata;
Prevenção e controle dos sintomas da menopausa, como por exemplo, diminuição de suores noturnos e ondas de calor;
Prevenção e tratamento da osteoporose;
Antioxidantes;
Proteção contra tumores de pulmão;
Controle de processos inflamatórios;
Intervenção na coagulação do sangue;
Atividades antivirais, antiparasitárias, antibacterianas e antifúngicas;
Ação antiplaquetária, hipotensora e hipoglicemiante.

Referências bibliográficas:
(1)Guia de nutrição : nutrição clínica no adulto/coordenação Lilian Cuppari, – Barueri,SP:Manole,2002;
(2)Entendendo a Importância do Processo Alimentar/Denise Madi Carreiro – 2a Edição – Saõ Paulo,SP,2007.