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IMC : Novo cálculo pode deixar você mais gordo

Se você é baixinho, melhor se preparar para o pior antes de adotar um novo cálculo do IMC (Índice de Massa Corporal) criado por pesquisadores da Universidade de Oxford. Isso porque, segundo a fórmula pensada por matemáticos da instituição e divulgada pelo jornal britânico The Telegraph, pessoas de baixa estatura podem ser consideradas mais gordas do que pensam, enquanto as altas podem estar em boa forma, se comparada ao diagnóstico tradicional.

A conta que atualmente serve de referência para definir se uma pessoa está acima, abaixo ou no peso ideal foi modificada porque, para os cientistas, o método mais comum não considera que o peso maior não indica necessariamente gorduraem quem é alto. Por essa fórmula, criada por Adolphe Quetelet em 1830, ao dividir o peso pelo quadrado da altura (peso/altura²), os baixos saem na vantagem, pois o valor de sua estatura elevada à segunda potência é proporcionalmente maior do que o mesmo número em pessoas altas.

Com isso, estas parecem mais pesadas do que realmente são e aquelas dão a impressão de serem mais leves. Ainda pelo cálculo mais comum, quem tem resultado menor do que 18,5 é considerado abaixo do peso, entre 18,6 e 24,9 é saudável, de 25 a 29,9 o quadro é de sobrepeso, de 30 a 34,9 é obesidade de grau 1, entre 35 e 39,9 há obesidade de grau 2 (severa) e acima de 40 a situação é de obesidade de grau 3 (mórbida).

A nova maneira mantém esses estágios, mas corrige o problema anterior, permitindo que pessoas sejam colocadas em categorias mais adequadas à sua estatura. A fórmula mais recente foi criada pelo pesquisador Nick Trefethen e consiste na multiplicação do peso por 1,3 e na divisão desse resultado pela altura elevada à potência de 2,5.

Como não é fácil fazer essa conta, The Telegraph criou uma calculadora online, em que é possível ver qual é o IMC segundo o método tradicional e o novo, para comparar os resultados.

Fonte:  EXAME

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Macarrão instantâneo e Queijo parmesão são campeões de alto teor de sódio

A população brasileira consome duas vezes mais sal em relação à quantidade recomendada e grande parte vem de alimentos industrializados. Pesquisa divulgada hoje (16) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostra que os campeões em alto teor de sódio são o queijo parmesão ralado, o macarrão instantâneo, os embutidos (mortadela) e o biscoito de polvilho.

O queijo parmesão ralado lidera o ranking, com teor médio de 1.981 miligramas de sódio por 100 gramas do produto. Nas colocações seguintes, aparecem o macarrão instantâneo e a mortadela. O biscoito de polvilho tem quantidade média de 1.092 miligramas do ingrediente para cada 100 gramas.

O queijo ricota, muito consumido em dietas, também apresentou altas variações de sódio entre as marcas avaliadas. Ao todo, foram analisados 496 produtos de 26 categorias de alimentos.

Os alimentos industrializados representam 20% da dieta alimentar. O brasileiro consome, em média, 11,75 gramas de sal e 4,7 gramas de sódio, quando o recomendado é 5 gramas e 2 gramas, respectivamente. O sódio representa aproximadamente 40% da composição do sal.

“A Anvisa vai dizer que tudo que está além é muito e a indústria, que tudo que está abaixo do limite, é pouco. No meio, estão os consumidores, quem nos interessa”, diz o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano.

O governo e representantes da indústria e dos supermercados firmaram acordo, iniciado em 2011, pela diminuição progressiva do sódio nos alimentos. A partir de 2013, produtos com menos sódio já deverão estar disponíveis no mercado. “Existe a mentalidade de que tudo que é bom engorda ou faz mal. Uma mudança de hábito é complicada, mas pode ser feita gradualmente. E é esse o objetivo da Anvisa. O acordo vai ajudar a reduzir aos poucos a quantidade de sal nos produtos”, disse José Agenor Álvares, diretor de Monitoramento e Controle da Anvisa.

De acordo com o nutricionista e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), Rafael Claro, a população está mais preocupada com a perda da qualidade de vida do que riscos de sofrer doenças devido ao consumo de sal. O excesso de sódio na alimentação eleva o risco de doenças do coração, obesidade e diabetes, por exemplo. “Antigamente, as pessoas sofriam de hipertensão aos 70 anos. Hoje, há casos aos 25 anos.”

Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), que responde por 70% do setor, informou que não “teve acesso aos resultados do monitoramento do conteúdo de sódio nos alimentos processados no período 2010-2011”.

“No que diz respeito especificamente à redução de sódio, foram estabelecidas pelo Ministério da Saúde e Abia, até o momento, metas de redução para nove categorias de alimentos, que devem resultar na retirada de mais de 20 mil toneladas de sódio dos produtos até 2020,” disse a associação.

Fonte: Agência Brasil

O que é uma dieta de desintoxicação, ou detox?

Detox é o processo natural de neutralizar ou eliminar as toxinas do corpo. Toxina é qualquer coisa que pode danificar os tecidos do corpo, incluindo resíduos produzidos pela atividade normal das células, como o ácido de amônia, ácido láctico e homocisteína. Toxinas também estão no meio ambiente, nos alimentos e na água. O fígado, os intestinos, os rins, os pulmões, a pele, o sangue e o sistema linfático trabalham em conjunto para assegurar que as toxinas sejam transformadas quimicamente em compostos menos nocivos e que sejam eliminadas pelo corpo.

Inicialmente, a detox era considerada para o tratamento de dependentes de álcool ou de substâncias químicas. O termo também é utilizado para se referir a um programa de dieta, com ervas e outros métodos de remoção de toxinas ambientais e alimentares do corpo.

Existem muitos tipos diferentes de dietas de desintoxicação. Geralmente, uma dieta de desintoxicação tem curto prazo e serve para minimizar, com a substituição de alimentos orgânicos, a quantidade de produtos químicos ingeridos. Além disso, introduz alimentos que fornecem vitaminas, nutrientes e antioxidantes para o organismo realizar o processo de desintoxicação. Outro destaque é que a detox contém alimentos ricos em fibras e água, que eliminam as toxinas e aumentam a frequência das evacuações e do ato de urinar.

Por que as pessoas usam uma dieta de desintoxicação?

Um crescente número de pesquisas sugere que muitos produtos químicos que ingerimos diariamente através de alimentos, da água, do ar etc. se depositam nas células de gordura em nosso corpo.

Exemplos de toxinas são as pesticidas, os antibióticos e os hormônios em alimentos, produtos químicos de embalagens de alimentos, produtos de limpeza, detergentes, aditivos alimentares, metais pesados, poluição, drogas e fumaça de cigarro.

No entender dos pesquisadores, a detox é importante porque certas dietas, às vezes, carecem de nutrientes e, por isso, podem comprometer a capacidade natural de desintoxicação do corpo, principalmente quando se trata de produtos químicos acumulados no corpo.

Existem substâncias tóxicas naturais e aquelas feitas por seres humanos, que muitas vezes entram no corpo por inalação, consumo de alimentos e água ou são absorvidos através da pele. A “carga corporal” é definida como o total destes produtos químicos no corpo e tem sido associada a um desequilíbrio hormonal, disfunção imune, deficiência nutricional e ao metabolismo ineficiente.

Benefícios

As pessoas frequentemente relatam que passam a ter mais energia, a pele mais clara, um melhor trânsito intestinal, uma melhora na digestão e na concentração.

Quem não deve tentar uma dieta de desintoxicação?

Qualquer pessoa que considera iniciar uma dieta de desintoxicação deve consultar um profissional de saúde qualificado. Grávidas, mulheres amamentando ou crianças não devem fazer uma dieta de desintoxicação. Pessoas com problemas renais ou hepáticos também devem consultar um profissional.

Efeitos colaterais

Um dos efeitos colaterais mais comuns é a dor de cabeça nos primeiros dias da dieta de desintoxicação, muitas vezes devido a retirada da cafeína. Por esta razão, os médicos muitas vezes sugerem a diminuição gradual da quantidade de cafeína antes de se iniciar a detox. Algumas pessoas optam por se afastar do trabalho para começar uma dieta de desintoxicação ou por começar a dieta no fim de semana.

Outros efeitos secundários incluem diarréia excessiva, o que pode levar à desidratação e perda de eletrólitos. A constipação pode ocorrer se as pessoas consomem fibras em excesso, sem também aumentar a ingestão de líquidos. Outros efeitos colaterais podem incluir irritabilidade, cansaço, acne, perda de peso e fome. Por isso, é fundamental o acompanhamento de um profissional. Se uma dieta de desintoxicação é prolongada pode resultar em deficiências de nutrientes, especialmente proteínas (algumas dietas de desintoxicação restringem produtos de origem animal) e cálcio.

Críticas de quem é contra

Dietas de desintoxicação não são necessárias. O corpo pode desintoxicar por conta própria, sem a ajuda de uma dieta de desintoxicação. Nosso sistema evoluiu adequadamente para eliminar novos produtos químicos do meio ambiente sem a ajuda extra.

Adaptado de Altmedicine