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Farinha de frutas em favor da saúde (IG Saúde)

Maracujá, uva, banana verde e laranja viram pó na luta contra o excesso de peso e as doenças associadas à obesidade

Nas lojas de produtos naturais ou até mesmo nas prateleiras das farmácias, as farinhas de frutas ganham espaço.

Maracujá, uva, banana verde e laranja são as mais conhecidas e também as mais vendidas este ano, embora já sejam comercializadas há algum tempo.

O consumo desse tipo de suplemento vem aumentando em busca de seus propagandeados efeitos emagrecedores. Alguns deles realmente comprovados, como é o caso do maracujá.

Uma pesquisa conduzida pelo químico Armando Sabaa Srur, da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), concluiu que a pectina, substância presente na casca da fruta, causa saciedade precoce. Isso porque a pectina é uma fibra solúvel e, ao entrar em contato com os líquidos estomacais, vira um gel, evitando que o estômago se esvazie rapidamente. Com esse funcionamento, a substância vira aliada também de quem precisa controlar os picos de insulina, como os diabéticos.

“A farinha de maracujá é hipoglicemiante, ou seja, melhora a tolerância à glicose. Mas ela atua apenas como um coadjuvante no tratamento”, alerta a nutricionista Ariane Pereira, da DNA Nutri.

A grande sacada desses produtos é concentrar a quantidade de fibras contidas nos alimentos ou aproveitar partes que normalmente serão descartadas, como a casca de maracujá.

“No entanto, é preciso saber qual comprar: algumas contêm fibras solúveis, portanto mais indicadas para quem tem prisão de ventre; outras são ricas em fibras insolúveis, que melhoram a motilidade intestinal”, explica Ariane.

As fibras prontas são consideradas eficazes, porém é importante que a quantidade e modo de uso sejam orientados por um nutricionista, já que existem recomendações diárias, salienta a nutricionista Gabriela Paschoal, da VP Consultoria Nutricional.

Para ter o efeito desejado e ajudar a manter a saúde, a ingestão de fibras deve ser acompanhada de um aumento no consumo de água, ou o resultado pode ser o contrário do desejado. Em uma dieta balanceada, é indicado que uma pessoa coma diariamente de 25g a 35g de fibras.

Os suplementos, no entanto, são recomendados para quem não come muita fruta ou legume e, portanto, não consegue alcançar a quantidade saudável. A seguier, conheça as principais farinhas existentes no mercado e veja como elas agem no corpo.

Farinha de Laranja

Produzida a partir da casca de laranja desidratada, é rica em fibras, principalmente a pectina – fibra dietética solúvel em água, encontrada em maior quantidade na laranja. Alguns trabalhos científicos mostram que esta fibra está relacionada com a redução dos níveis de colesterol e triglicérides. Além disso, retarda o esvaziamento gástrico, tornando-o mais lento, aumentando a saciedade. A consequência desse efeito seria a redução da ingestão alimentar, o que contribuiria para a perda de peso.

Farinha de Banana

Produzida a partir do fruto inteiro da banana verde (biomassa da casca e da polpa), a farinha dessa fruta é rica em vitaminas A, B1, B2, ácido nicotínico, sódio, potássio, magnésio, manganês, cobre, fósforo, enxofre, cloro, iodo. Ela contém apenas 2% de açúcares e uma grande quantidade de amido resistente, que não é absorvido pelo intestino em indivíduos saudáveis devido à impossibilidade de ser digerido.

O produto ainda fortalece e aumenta o número de bactérias intestinais benéficas, facilitando o trânsito intestinal e dificultando a absorção de gorduras e glicose, sendo, portanto indicado aos diabéticos, aos que têm colesterol elevado e altamente recomendável aos celíacos – a farinha é isenta de glúten podendo ser adicionada em diversas preparações, tais como sopas, pães, biscoitos, salgados, etc. Leia mais: Macarrão de farinha de banana verde é opção para menu sem glúten

Farinha de Uva

Produzida a partir dos resíduos que são descartados em processos industriais dos derivados de uva, a farinha de uva é riquíssima em quercetina (substância fotoquímica encontrada naturalmente em diversos alimentos), antocianina (substância polifenólica responsável pelo pigmento roxo característico da casca da uva) e resveratrol (polifenol produzido em diversas plantas, encontrada principalmente na casca da uva). Devido a estas características, essa farinha é conhecida por sua ação antioxidante, anti-inflamatória e protetora do coração. Esse alimento também previne o estresse oxidativo da célula, ajudando a prevenir tumores.

Leia mais sobre alimentos antioxidantes no IG Saúde

Fonte: IG Saúde (Acessado no dia 23/07/2012)

Glúten e lactose podem causar intolerâncias se ingeridos em excesso, diz UOL

Glúten e lactose: Achei muito interessante esta reportagem publicada no UOL. A intolerância a lactose e a doença celíaca. As duas têm manifestações semelhantes e inicialmente podem ser confundidas. Importante nestes e em outros casos é ter o diagnóstico correto e procurar um nutricionista para receber orientações deste profissional.

Fonte: UOL

A estudante de nutrição Monalisa Cavallaro, 27, sofreu durante três anos com crises de diarreia, dor abdominal, enjoos e fraqueza antes de ter o diagnóstico que mudou radicalmente a sua rotina alimentar: sofria de intolerância à lactose. O mal, que acomete até 50% da população adulta, segundo estudos, é caracterizado pela falta da enzima lactase no organismo, responsável pela digestão da lactose, o açúcar presente no leite.

A advogada Renata Martins Fialdini, passou por drama semelhante, só que com sua filha, Maria Eduarda, hoje com seis anos. A menina sofreu até os três anos com diarreia, abdômen dilatado, dor de barriga e enjoos até obter o diagnóstico de que tinha doença celíaca, que atinge até 1% da população mundial e na qual o organismo é incapaz de digerir o glúten (proteína presente em alimentos que levam trigo, centeio, cevada e aveia). Considerado um corpo estranho e perigoso, o glúten passa a ser atacado pelo sistema de defesa, causando uma série de efeitos colaterais.

Apesar de terem sintomas parecidos, os problemas são bem diferentes. Muitas pessoas confundem alergia alimentar com intolerância alimentar. Na alergia, o corpo reconhece certos alimentos como perigosos e ativa o sistema imunológico para atacá-los, como é o caso da doença celíaca e da alergia ao leite.

  • Comer em excesso alimentos que contenham glúten pode levar a inflamações no intestino

Já a intolerância causa reações adversas em certos indivíduos, mas sem ativar o sistema imunológico. Pode ser temporária e causada pelo consumo excessivo de certos alimentos difíceis de digerir. “Os alimentos que mais gostamos são aqueles que mais ingerimos, por isso são esses que podem gerar um maior número de hipersensibilidades ou reações tardias”, explica Natalia Dourado, nutricionista e organizadora do evento Gluten Free São Paulo. Glúten e leite estão hoje em boa parte dos alimentos que fazem parte da dieta do brasileiro, como pães, massas, bolos, queijos, sorvetes, entre outros.

Nos casos de intolerância, a recomendação é a retirada destes itens da dieta, para dar um “descanso” ao organismo e reequilibrá-lo. Se o caso for mais grave, pode-se ter de deixar de ingeri-los em definitivo.

O glúten, por exemplo, pode inflamar o intestino de algumas pessoas mais sensíveis. “O consumo excessivo dessas substâncias pode causar uma intolerância em certa fase da vida e, após a recuperação da saúde intestinal e com a rotatividade de certos alimentos, a intolerância pode desaparecer”, explica Dourado.

No caso do leite, a intolerância pode ser causada ainda pela diminuição da produção de lactase pelo organismo com o passar dos anos, tornando o problema mais sério e definitivo.

Tanto as alergias e a doença celíaca como as intolerâncias podem surgir em qualquer idade, ainda que os dois primeiros casos apareçam com mais frequência já na infância, entre o primeiro e terceiro ano de vida.

E como determinar se o que eu tenho é alergia ou apenas intolerância? Existem exames que podem avaliar com precisão a verdadeira causa do mal estar. Nos testes de tolerância à lactose, o paciente ingere de 25g a 50g de lactose e se avalia a alteração na glicose no sangue. Para confirmar a doença celíaca são feitos exames de sangue referentes a certos anticorpos, acompanhados de uma biópsia do intestino, além de um levantamento do histórico familiar, já que a doença pode ser passada dos pais para os filhos. Para um diagnóstico mais preciso, o médico pode pedir um diário alimentar, com as quantidades ingeridas e sintomas causados, além dos exames já citados.

O quadro clássico da doença celíaca é representado pela diarreia crônica, distensão abdominal e desnutrição. Entretanto, outros sintomas também podem estar presentes como dor abdominal, vômitos, prisão de ventre, inchaço, flatulência e irritabilidade.

Já na intolerância à lactose os sintomas típicos incluem dor abdominal, sensação de inchaço no abdômen, flatulência, diarreia e vômitos.

Convivendo com a restrição

Seja uma intolerância passageira, definitiva ou uma alergia, o fato é que quem tem esses problemas terá de, invariavelmente, mudar seu cardápio. Não existe cura nem remédio para a doença celíaca e a única forma de conviver com ela é riscando em definitivo do cardápio alimentos que contenham glúten.

No caso da intolerância à lactose, a retirada ou redução do leite e derivados do cardápio vai depender de cada caso. “Algumas pessoas podem ingerir pequenas quantidades dos derivados do leite sem consequências, mas para saber o grau de intolerância é necessário consultar um médico e sempre ter um acompanhamento nutricional”, afirma Dourado.

  • A intolerância à lactose pode ser causada pela diminuição da produção de lactase pelo organismo

Com alguns cuidados é possível aproveitar todos os tipos de alimentos. “Por exemplo, ao fazer um bolo, é necessário substituir a farinha de trigo por farinhas sem glúten, como as de milho, soja, arroz, polvilho, quinua ou amaranto. No lugar do leite, podemos colocar a bebida de arroz, o leite de castanhas , amêndoas, entre outros”, indica a nutricionista.

As restrições motivaram Monalisa Cavallaro a criar um blog com receitas que não levam leite e seus derivados, chamado de O Diário de Receitas Sem Lactose (http://thelactosefreediary.blogspot.com/). O importante, segundo ela, é não se deixar-se abater por ter de parar de comer alguns tipos de alimentos. “No começo ficamos perdidos, achamos que não vamos conseguir comer mais nada. A parte psicológica fica muito abalada, mudar hábitos nem sempre é fácil. Mas tudo é uma questão de adaptação. O principal conselho que eu dou é procurar orientação”, diz.

Dica compartilhada por Natalia Dourado. “A ajuda de uma nutricionista para a escolha desses alimentos na fase inicial de adaptação é de extrema importância. Outra dica é se atentar sempre aos rótulos dos alimentos, para garantir que não haja nenhum ingrediente que os intolerantes não possam ingerir”, fala.

Apesar da dificuldade inicial, Renata Martins, mãe de Maria Eduarda, diz que quando começou a treinar receitas em casa e a pesquisar novos fornecedores, tudo ficou muito mais simples. E quando sai para comer fora, ela sempre leva algo feito em casa para a refeição da filha. “Quando vamos à casa de amigos levo uma ‘marmitinha’ e esquento no micro-ondas. Nas festas dos amigos em buffet infantil também mando uma marmita especial”, conta.

Já em restaurantes, sempre há opções como frutas, verduras e legumes, que podem ser ingeridos à vontade por quem tem restrição alimentar. Isso não impede que a pessoa se sinta triste a até “excluída” por não poder comer de tudo. “No começo fiquei muito chateada e comecei a não ir a certos programas com amigos e familiares. Muitas vezes me sinto mal quando todos na mesa estão comendo e ficam constrangidos na minha frente porque sabem que eu não posso comer”, diz Monalisa.

Nestes momentos, é importante levar o problema da forma mais natural possível e tentar transmitir essa segurança aos demais. Na casa de Maria Eduarda, por exemplo, a família não deixou de comer alimentos que contenham glúten por causa da doença da menina, exatamente para ensiná-la a lidar melhor com a questão. “Evidentemente evitamos expô-la a contemplação de uma refeição ou lanche marcados por alimentos prazerosos, como o pão francês, o vilão para aqueles que não podem ingerir glúten, mas nem por isso nos fechamos no quarto para comer uma pizza. Procuramos, sempre, agir com serenidade, com muita conversa, mas, acima de tudo, com muita naturalidade”, relata.

Na reportagem completa no UOL foram incluídas algumas receitas.